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Isaacbella - Cap 01 - Isaac


Cap 01 - Isaac

"A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro."
( John F. Kennedy )

Isaac PDV

“Bib-bib-bib-bib” - O maldito despertador começou a tocar. Levantei meu braço rapidamente para deliga-lo. Olhei para o lado, Tânia se quer se mexeu. Revirei os olhos. Ela era bonita, mas não valia a pena. Perdeu sua virgindade tão facilmente ontem à noite. Humm... Tão ingênua...


Levantei-me cautelosamente e peguei minhas roupas do chão. Tendo o cuidado de não deixar nada para trás. Isso sempre era motivo de ligações no outro dia, e isso era uma coisa que realmente eu não iria querer...

A maioria das mulheres – pelo menos ate hoje - não entende quando tudo não passa de uma noite.

 E esse é o único problema do sexo feminino. É claro, você deve estar se perguntando: “Como assim?”.

Mas é a pura verdade. Para mim relacionamentos sérios são a ultima praga do século. Por que se prender em apenas um sabor, quando se tem milhares que você ainda não provou? Se é que entendem minha analogia...

 Vesti-me, peguei minha carteira e as chaves do meu carro e sai de mancinho do quarto.
Sai do apartamento e me dirigi à garagem. No caminho, não pude deixar de notar os olhares das empregadas e funcionárias do hotel.
Sorri de lado para todas. Minha primeira ação do dia.

Cheguei à garagem e desliguei o alarme de minha BMW conversível. Meu querido carro, uma das poucas coisas que eu realmente me importavam na vida. Suei muito para conseguir ele... Afinal de contas, meu pai não é tão fácil de convencer assim. Entrei, jogando minha jaqueta no banco traseiro.
Liguei o motor, fazendo minha belezinha acordar.

- Esta pronto amigão? – Falei para meu carro.

 Acelerei e literalmente voei para casa. Hoje era segunda e eu já estava atrasado para a escola, tinha que passar em meu apartamento para tomar um banho e pegar minhas coisas. Cheguei e sai rapidamente, entregando o carro para um funcionário do edifício.

Entrei no elevador e apertei o botão do ultima andar – sim, eu moro na cobertura. Quando estava chegando ao décimo andar, uma loira estonteante entra no elevador.

- Subindo? – Ela perguntou.

- Sim. – Respondi, dando um sorriso sem dentes.

- Não tem problema, eu espero. – Falou me lançando o mesmo sorriso. Levantei uma sobrancelha, reparei que ela lançava olhares para mim toda vez que me encontrava... Bom, talvez esse seja seu dia de sorte...



[...]


A porta do elevador se abriu e eu desgrudei minha boca da dela. Tomando o ar de volta, arrumei minha camisa e passei as mãos em meu cabelo, dei uma piscadela para a garota – cuja qual eu nem tive desejo de perguntar o nome e sai, indo para a porta de meu apartamento.

- Alice, cheguei! – Gritei, jogando minhas chaves na mesinha de centro da sala. Alice era minha irmã, uma pentelhinha por sinal. Carlisle só aceitou me dar um apartamento com a condição de que minha querida irmãzinha morasse junto comigo. Não sei por que tanta desconfiança, o que ele achava? Que o apartamento iria virar um bordel? Levantei uma sobrancelha, talvez virasse mesmo...

- E já esta atrasado, maninho. – Falou, aparecendo na sala.

Ela já estava devidamente vestida com nosso “querido” uniforme escolar. Não que o de Alice fosse igual aos outros, ela já tinha tirado metade do pano da saia de pregas que as meninas usavam, transformando-a em uma mini-saia. No começo eu reclamei, ter que ficar ouvindo meus amigos dizendo o quanto minha irmã era gostosa, com certeza não era uma coisa agradável. Mas o que adianta discutir com Alice?! Ela sempre ganhava mesmo.

- Não se preocupe baixinha, eu chego na escola a tempo. – Falei indo para o corredor que levava ate nossos quartos.

- E por falar em escola, senhor Dou-Conta-De-Tudo, o papai ligou e disse que quer falar com você urgentemente. O que você aprontou dessa vez? – Perguntou, seguindo-me ate o quarto.

- Eu não fiz nada Alice, não dessa vez. – Me defendi, e pela primeira vez era verdade.
Meu pai querendo falar comigo? Isso não podia ser bom...

- E onde você esteve à noite toda? – Tirei minha camisa, olhando-me no grande espelho na porta de meu guarda-roupa. Alice me olhou espantada, vindo em minha direção.
- Mas o que é isso?! – Falou, apontando para minha tatuagem. Um dragão preto, que vinha do fim do meu abdome ate o inicio de minha perna direita.  

- Uma tatuagem Alice. – Falei tranquilamente. Peguei minha roupa e fui para o banheiro.

- E quando você a fez? – Perguntou ainda chocada.

- Há algum tempo atrás Alice, agora dá para me deixar tomar banho?! – eu já estava perdendo a paciência... Nossa! Aquela nanica quer se meter em tudo!

- Aii... Ok, também não precisa ser rude comigo! Eu só perguntei... – falou, já fazendo bico e com lagrimas nos olhos. Às vezes ela não parecia ter 18, e sim 5 anos.
Revirei os olhos, ela sempre fazia isso quando queria que nossos pais sentissem  pena dela...
Mas comigo isso não funcionava. Dei-lhe as costas e entrei no banheiro, ignorando-a totalmente.

- Já estou indo para a escola! Encontro você lá!  - Gritou já saindo do quarto.
Nós estudamos no mesmo colégio, estamos no ultimo ano, mas não ficamos na mesma sala.

Tomei um banho rápido, vesti minha calça jeans escura e uma camisa branca de mangas curtas e calcei meu tênis preferido, passei as mãos em meus cabelos – deixando-os levemente bagunçados.

Peguei minhas coisas e sai de casa. Entrei em meu conversível, e fui para mais um dia na escola.
Dirigindo pelas ruas de Los Angeles, eu me sentia livre. Quase como se pudesse voar... Eu sentia que estava no lugar que deveria estar.

Cheguei á escola, minha irmã e eu estudávamos na Los Angeles high. Um dos colégios mais caros e conceituados de Los Angeles. Nosso pai sempre quis que tivéssemos a melhor educação, talvez para que assumíssemos os negócios da família quando ele não estivesse mais aqui.

Estacionei meu carro, na minha vaga reservada de sempre, peguei minha jaqueta e meu material do banco do passageiro e sai.


# Música - Amores escutem, irá dar todo o clima ao capitulo...
É só botar a música para tocar… Abrirá bem rapidinho…


Justin Timberlake – Sexy Back


Bate a porta do carro e liguei o alarme. Coloquei meu Ray Ban aviators * N/A: HEEE o/ - Primeiro merchandising da fic - Quem gostou escreve “Tim-Tim” nos coments… Participe dessa pequena brincadeira… ;D*

E me dirigi à entrada do colégio. No caminho, várias garotas sorriam e acenavam.

 - Oi, Izzi… - Falou uma morena passando por mim. “Izzi” era como me chamavam as garotas.

 -Olá! – Respondi, piscando para a garota. Essa estava no papo.

- Hei Zack!  - Chamou Mike junto com alguns companheiros do time de futebol, que estavam encostados no carro de Tyler, um garoto idiota que eu fingia ser amigo por pura educação.

Acenei para eles. Zack, é como me chamam meus amigos do time de futebol, Hóquei, pólo aquático, basquete, entre outros…

- Não se esqueça de nosso jogo mais tarde em! – Gritou Mike, fiz um sinal de positivo com o polegar, já me afastando.

Passei pelas portas do colégio, e a maioria das pessoas parecera parar para me ver passar. Sorri de lado e entrei no corredor indo em direção a meu armário.

- Izzi. - Cumprimentaram duas loiras sorrindo, passando por mim.

Tenho 18 anos, e estudo a quase um ano nesse colégio. Tempo suficiente para me tornar o garoto mais conhecido e mais amado de tudo isso aqui. E isso me livrou de usar esse uniforme ridículo. Mas muito dos garotos tentando me imitar, também não usavam.

Parei em meu armário e abri-o para pegar meus livros. Olho para o lado e vejo Jéssica Stanley, a garota mais popular do colégio, encostada no armário ao lado do meu, olhando-me como se tivesse segundas intenções.

Jéssica me perseguiu o ano todo, sempre se oferecendo. E eu já estava cansado disso, Ela era “pegável” mais não fazia meu tipo, iria dar só uma provinha para ela, e dizer para ela nunca mais se quer pensar em se aproximar de novo.

E quando falo que ela não fazia meu tipo, estou falando muito sério. Eu não gostava de garotas atiradas e fáceis. Preferia as sonsas e ingênuas, que se entregavam logo na primeira investida que eu dava, sem muito esforço, mas também com um pouquinho de trabalho. A expressão “brincar com a comida” era meu lema.

- Isaac, como vai? – Ela perguntou se aproximando de mim.

- Muito bem e você? – Respondi, era melhor acabar logo com isso. Notei que várias pessoas estavam nos observando.

- Esperando que você me dê meu presente de aniversário… - Falou, passando um dedo por meu peito.

- Não sabia que era seu aniversário… - Falei sorrindo.

- E não é, mas você bem que podia dar meu presente adiantado não é?! – Levantei uma sobrancelha.

- Bom, já que você insiste… - Falei concordando. Olhei par atrás dela e reparei que Alice se aproximava. Alice sabia que eu TINHA um “relacionamento” com Tânia. E não me deixaria em paz se soubesse que eu estava a traindo na frente de todo mundo.

- Vem comigo! – A puxei pela mão.

- Aonde nós vamos? – Perguntou radiante me seguindo.

- A um lugar mais reservado. – Respondi levando-a para o ginásio. Era cedo, ele devia estar vazio.
Antes de chegar-mos lá, meu celular começou a tocar. O Puxei de meu bolso e atendi.

- Alô? – Falei.

- Isaac, meu filho. – Carlisle falou.

- Oi pai, o que você queria falar comigo? – Perguntei, educado. Era o único a quem eu devia respeito, afinal, era ele que me mandava dinheiro toda semana…

- Só liguei para de avisar que os filhos de um sócio muito importante e amigo meu vão estudar no mesmo colégio que você meu filho! O nome do filho mais velho é Edward Cullen, espero que você fique amigo dele e cuide para que seja bem recebido ai na sua escola.

- Eu vou ter que ser babá deles? – Perguntei indignado. Jéssica me olha impaciente, dei de ombros.

- Não, claro que não filho. Eu o conheci ontem e tenho certeza que vocês vão se dar bem. Vocês têm muitas coisas em comum...  – Respondeu, eu duvidava muito. Jéssica estava praticamente tirando o celular de minha mão.

- Sei... Tudo bem pai. Vou receber muito bem esse Edward e seus irmãos. E aonde ele vai morar? – Espero que Carlisle não tenha convidado eles para morarem em minha casa!

- Eles têm um apartamento ai também. Só preciso que você vá buscá-los no aeroporto, amanhã as 11h00min, ok? Escute bem Isaac, o pai deles é um acionista muito importante da empresa, se eu souber que Edward ou qualquer irmão dele não foi bem recebido por você... Dê adeus a seu dinheiro! Já esta na hora de você ter alguma responsabilidade na vida!

- Não se preocupe pai, irei buscá-los no aeroporto! – Carlisle nunca tinha ameaçado tirar meu dinheiro antes. Era melhor eu obedecer. Eu ainda era muito jovem para trabalhar!

- Conto com você, adeus meu filho. – E encerrou a ligação.

Desliguei o celular e olhei para Jéssica. Sorri de lado a puxando-a para mim. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e colei nossas bocas, colocando minha língua junto a sua. Ela segurou em meus cabelos, quase se grudando em mim.

Ela não era das melhores, seu beijo era sem graça, mas já que eu tinha começado iria ter que terminar...

Senti meu celular tocar de novo em meu bolso. Interrompi nosso beijo e atendi o celular, se fosse o Carlisle de novo...

- Alô! – Quase gritei.

- Oi meu amor, onde você esta? Por que não me acordou para irmos ao colégio juntos? – Tânia, falou.
Voltei a beijar Jéssica, depois de alguns segundos, voltei a botar o celular no ouvido.

- Você não acordou quando eu sai... – Respondi para ela.

Ela ficou alguns momentos sem responder, quando voltou a falar sua voz parecia fraca, como se estivesse chorando...

- Tudo bem, nos falamos mais tarde, beijos. – Falou, desligando o celular na minha cara. Será que todo mundo ia fazer isso hoje?!

- Quem era? – Jéssica perguntou já puxando a gola de minha camisa.

- Ninguém importante. – Respondi, e continuei a beijá-la.

Depois de toda aquela cena, fui para minha aula e mandei Jéssica fazer o mesmo. Disse- lhe que ela já avia ganhado seu presente e que não esperasse que aquilo acontece de novo.

Ela ficou triste, mas não reclamou. Talvez só o fato de poder fofocar ao colégio todo que nós ficamos já fosse o suficiente para ela.

Depois de mais uma aula tediante de história, na qual estudamos o socialismo europeu. Eu só queria sabe por que tenho que estudar sobre isso. Eu não sou europeu e nem pretendo me tornar um. Por isso não me interessa se eles são socialistas ou não. Eles poderiam ser fascista anarquista, que isso não mudaria o fato de meu pai querer me deixar sem dinheiro.

Não que eu concorde com o fascismo ou qualquer outro ismo. Em minha opinião, os ismos não são bons. As pessoas não deviam acreditar em ismos, e sim que o mundo pode acabar a qualquer momento e se você não aproveitar, vai acabar não vivendo nada.

Fui para o rink de gelo que tinha atrás do colégio. Ele não pertencia à instituição, mas os alunos tinham livre acesso á ele, em qualquer hora do dia.
O jogo que Mike estava falando, era inicio do campeonato de hóquei dos colégios locais.

Entrei no vestiário, abri meu armário e peguei meus equipamentos. Vesti-me e ajeitei meu cordão da sorte, ele quase nunca saia de meu pescoço. Dei meu primeiro beijo com ele, tinha 12 anos e foi A garota mais bonita da escola. Desde então, sempre levo ele comigo. Sei que é idiota, mais eu sou supersticioso.

Fui para o corredor que levava ao rink e uma multidão já se amontoava nas arquibancadas. Com roupas e faixas vermelha e branca – cores de nosso time.
Essa partida seria interessante...


# Música - Amores escutem, irá dar todo o clima ao capitulo...
É só botar a música para tocar… Abrirá bem rapidinho…


Muse – Super Massive Black Hole



Vários cartazes de incentivos ao nosso time eram exibidos na arquibancada.  Meus amigos já estavam no rink, e o time adversário também.
Coloquei minhas luvas e peguei meu capacete, quando sinto um esbarrão forte em meu ombro. Olho para o lado e vejo ninguém menos do que James McLanger. O atacante do time adversário.

- Foi mal, Swan. – Falou sorrindo e entrou no rink.

Eu ri, eu não precisava de incentivo nenhum para ganhar aquele jogo. Mas agora, eu iria ganhar e ainda ia acabar com a raça do McLanger!

Entrei no rink e ouvi o alvoroço da platéia. Garotas gritando “Zack” e subindo cartazes de “eu te amo!”.

Levantei o punho em sinal de vitória, olhei para o McLanger que me observava ao longe e coloquei meu capacete. Meus amigos se aproximaram.

-E ai Zack? Esta tudo bem? – Perguntou Tyler. – O McLanger estava com sorriso muito feliz quando chegou, e falou alguma coisa para eles que riram quando você entrou... – ele apontou para o outro time.

Neguei com a cabeça, e coloquei minha mão no centro do time.

- Vamos ganhar esse jogo! – Falei, eles botaram as mãos em cima da minha e depois as jogando para o ar, iniciando assim o jogo.

Logo no inicio da partida, James veio para cima de mim e me imprensou no vidro de segurança. Mas também foi só isso que ele conseguiu fazer comigo, fiz 20 pontos seguidos e ele nem conseguia ficar com o disco por mais de 20 segundos, e isso ainda ia ficar pior...

Roubei o disco de Laurent, um dois “amigos” do McLanger, e ele pareceu não gostar nada de ser passado pra trás tão facilmente. Veio para cima de mim, eu desviei e ele acertou Erick, o único garoto nerd do nosso time, fiz o ponto e voltei para ajudar Erick a se levantar.

- Esta tudo bem cara? – Perguntei deixando-o de pé.

Ele apenas balançou a cabeça positivamente. Peguei meu taco e fui em direção ao disco, que agora estava com o Laurent. Emburrei-o contra a barreira de segurança e peguei o disco.


Eu disse que isso não ia ficar assim...

Olhei para trás e vi que ele estava se levantando. Quando me virei vi que agora era o McLanger que vinha para cima de mim. Fui para a lateral do rink, e esperei os dois chegarem, eles vinham lado a lado, em minha direção. Eu ainda estava com o disco e iria matar três coelhos de uma cajadada só.

Fui deslizando o disco, já próximo a rede do adversário. Sai da lateral e me posicionei ao centro do rink, os dois chegaram e era a hora de marcar o ponto.
Já estávamos no terceiro - e último - período de tempo, estávamos ganhando e esse seria o ponto de vitória.

As lâminas de meus patins cortavam suave e mortalmente o gelo. Era a hora.

Mas o que eles estavam fazendo?!

Laurent e James me alcançaram. Eles colocaram os braços juntos, colando seus tacos, uma espécie de “rasteira” que vinha para mim. Eu já havia os visto fazerem isso com outros jogadores antes, era um golpe muito baixo, pois quando levava essa rasteira o jogador caia de costas no gelo, mas exatamente de cabeça, que por causa do capacete, poderia causar uma lesão gravíssima no pescoço, em casos mais extremos... Ate a morte...

Senti-os em meu encalço. Eu já ouvia os murmúrios da multidão, se perguntando o que eles iriam fazer. Respirei fundo, estava ofegante.

 Quando senti os tacos tocarem na parte de trás de meus patins.

Tomei um último ar, travando minhas lâminas no gelo e usando toda a minha força, e saltei.

Saltei o suficiente para passar por cima de seus tacos, o disco continuou deslizando, e eles passaram direto. Meus patins encostaram de novo no gelo, fui em direção ao disco. Vi que Laurent e o McLanger não sabiam o que tinha acontecido, não vendo assim que o disco estava bem perto deles.

Patinei o mais rápido que pude, passando por eles e pegando o disco. A platéia foi à loucura, cheguei e arremessei no gol.

O som de disco na rede soou. Desviei do goleiro e fui em direção a meus amigos. Todos pulamos e comemoramos muito, jogamos nossos tacos no gelo e fizemos sinal de vitória para a platéia.  Procurei pelo McLanger, e vi que os jogadores da São Francisco High estavam todos saindo do rink.

- Isso vai ter volta Swan!  - Falou James, aparecendo do nada em minha frente.
 - Estarei esperando McLanger! – Falei sorrindo confiante. Ele trincou os dentes bufando e saiu junto com o seu time.

 - Esta na hora de comemorarmos!   - Falei aproximando-me de meus amigos.

Todos concordaram na hora. Claro, festa era com a gente mesmo.

Depois de nos despedir dos nossos torcedores. Fui para casa me arrumar, iria-mos todos nos encontrar no The Trax, a melhor boate da região. Nem preciso dizer que era nosso ponto de encontro preferido não?!

Alice estava na sala com algumas amigas. Eu as cumprimentei e fui para meu quarto. Tomei um banho bem demorado, não pude deixar de me lembrar que amanhã teria que acordar “cedo” para buscar os “Cullen’s” no aeroporto. Já estava vendo que eles iam me dar muita dor de cabeça, principalmente no colégio.  Arrumei-me, roupa de balada de sempre, calça jeans escura e uma blusa social mais confortável, e meus habituais all-star.

Até convidei Alice e suas amigas para me acompanharem, mais ela disse que estava muito cansada e que iria dormir cedo.

 - Isaac Swan! Venha dormir em casa! Não se esqueça que tem um compromisso amanhã! – Mamãe Alice falou. Papai já havia ligado e avisado para ela toda a situação, talvez para que ela não me deixasse esquecer...

- Sim senhora! – Falei batendo continência.

Peguei meu carro e fui para o The Trax. Eu nunca bebia além da conta, por isso ia sempre com meu carro. Ao chegar entreguei-o para o manobrista e entrei na boate.


# Música - Amores escutem, irá dar todo o clima ao capitulo...
É só botar a música para tocar… Abrirá bem rapidinho…

Adam Lambert


Como sempre, o lugar estava lotado. A música animava a todos na pista de dança. Olhei para o bar e avistei meus amigos já com algumas garotas.

Aproximei-me e sentei em um dos bancos perto do balcão, pedindo logo um coquetel para começar a noite.

- Oi Izzy, belo jogo hoje. – Uma voz de mulher falou bem próxima a meu ouvido.

Virei-me e encarei uma morena estonteante, olhos verdes e lábios volumosos. A noite já estava valendo á pena....

- Obrigada... – Falei, pedindo o seu nome.

- Megan.   – Falou sorrindo satisfeita.

- Obrigada, Megan. – Me virei totalmente para ela. – Quer dançar?

- Claro.

Levei-a para a pista de dança, colando logo seu corpo ao meu, assim que a música começou. Ela dançava sensualmente, passando as mãos por minhas costas e puxando de vez em quando meus cabelos. Eu em contra partida, segurava forte pela base de sua cintura, murmurando elogios em seu ouvido.

A música acabou, e ela me surpreendeu. Puxando-me da pista de dança, fomos ate um corredor que ficava meio escondido em meio a todo o alvoroço da balada.

- Vem aqui gatinho! – Falou, trazendo-me pela gola da camisa. Ela não precisava pedir duas vezes.

Beija-a com desejo, fazendo com que nossas línguas se encontrarem em meio a todo o desespero.

Senti uma coisa vibrar em meu bolso, meu celular. Isso já estava virando um carma?!

Separei-me de Megan, pedindo um segundo para atender o celular, ela concordou.

- Alô? – Falei irritado.

- Izzy, sou eu Tânia. Por que você não vem aqui pra casa? Podemos assistir um filme e você me conta o que fez no seu dia...  - Falou. Esta vendo?! Era justamente disso que eu estava falando.

- Agora não dá, Tânia!  - Falei baixo para que Megan não escutasse.  – Não estou me sentindo bem... Acho que vou dormir agora....

- Ah, tudo bem então. Espero que melhore logo meu amor. Amanhã nos falamos. – Falou com uma voz manhosa.

- Ok. – Respondi, desligando o celular.

- Onde estávamos? – Perguntei, olhando para Megan.

Depois de curtir muito a noite, despistei-me de Megan, que também não queria mas me largar.

Tive que voltar para casa, meus amigos continuaram lá, estavam mais loucos que nunca. Eu não havia bebido mais, por isso voltei com meu carro.

Cheguei em casa, estava tudo escuro, Alice já devia estar dormindo.

Fui para meu quarto, troquei de roupa e me joguei na cama. Amanhã seria um longo dia, então, eu precisaria de muita energia. Não demorou muito e a inconsciência me tomou.



  
No dia seguinte...


Acordei-me, leves raios de sol entravam pelas persianas de meu quarto. Baguncei meu cabelo, que estranho... Ele parecia maior, eu teria que cortar novamente hoje...

Olhei para o despertador, eram 09h00min horas, eu ainda tinha muito tempo ate a hora do vôo dos Cullen’s chegar. Mas já havia perdido mesmo o sono.

Levantei-me e fui para o banheiro. Abri o espelho – armário - e peguei minha escova de dente.

Olhei para cima e tirei uma partinha que caia em meus olhos, para poder ver se minha cara aparentava ressaca.

Encarei-me no espelho. E levou um tempo para que meus olhos se acostumassem com a luminosidade.

Foi ai que percebi o que o espelho realmente me mostrava....

Levantei uma sobrancelha e puxei todo o ar que podia.

- AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!! – Gritei com todas as minhas forças.



Continua...  ;D

4 comentários:

  1. kkk, Uma coisa, foi essa tal de Menga ou a Tania que fez isso pra ele? Fiquei confusa agora.

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  2. kkk Oi, amore. Seja muito bem - vinda aqui! ;3
    Foi a Tânia! kkkkk

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  3. Jesus! Isaac é mulher agora. Que venham as lésbicas! sdfghjkl

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  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Adoreeeeeeei! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK


    Boa vingança!!!!!!!!!!!! Muito boa mesmo!

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