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A Usurpadora - Cap 02 - Iguais

Cap 02 - Iguais

Anabella PDV

Crianças idiotas. Onde eu estava com a cabeça por não ter convencido Edward a colocá-las em um colégio interno, de preferência bem longe daqui. Tentei ser boazinha com eles, mas essas pestinhas já estavam me dando nos nervos.


Desci as longas escadas da mansão Cullen. Já fazia dois anos que eu havia entrado para esta família, casei-me em o filho prodígio de Esme e Carlisle Cullen. Não me faltava nada, caprichos e dinheiros me eram dados sem a menor resistência.

Mas isso não era o bastante. Depois de um ano de casamento, Edward começou a me cansar. Toda a sua melação e “carinho” já me enojavam.  E chegar em casa e ainda ter que aturar aquelas pestes que ele chamava de filhos, para mim era um martírio.

Entretanto, eu sabia fingir, e muito bem, modéstia a parte. E não me desfaria deste casamento, não enquanto Edward fornecesse todo o glamour e o luxo que eu necessitava.

Mas isso não me impedia de me divertir com outros homens. Edward nunca saberia, então para mim estava ótimo.

E hoje seria mais uma dessas noites de diversão.

Encontrava-me agora em frente ao espelho, encarando-me. O vestido vermelho vivo moldava-se perfeitamente em meu corpo. Peguei o batom da bolsa, e olhei pelo longo corredor.
Rolei os olhos ao perceber o choro de Renesmee ao longe. Essa garota sempre foi muito mal-criada mesmo, era a filha mais nova de Edward, tinha dois anos, e já era birrenta demais para minha satisfação.

O choro cessou. Algum empregado ou umas das tias sonsas dela, deveria ter feito as suas vontades.

Peguei o batom cor de sangue, dando leves passadas por meus lábios. A maquiagem marcava os traços fortes de meu rosto, principalmente meus olhos castanhos, dando-me um ar sensual e dominador, que eram minhas principais características.

O relógio marcava oito horas. Peguei as chaves em cima da mesa de vidro ao meio do salão principal, já estava na hora de meu encontro com James Fligger, um novo admirador.

Edward ficaria no escritório ate tarde hoje, o que me daria tempo livre para aproveitar o jantar com o elegante senhor Fligger.

Sai da mansão e pedi que Olavo, o motorista, trousse-se meu carro.

Entrei na Ferrari prata e fui em alta velocidade, chegando rapidamente ao “La Belle” , o restaurante mais requintado da cidade. Era o mais luxuoso, havia pouco tempo de sua inauguração, e como Edward não gostava muito de sair para jantar, essa seria a primeira vez que eu o freqüentaria.

Parei no estacionamento do restaurante, pegando um cigarro da carteira a dando algumas tragadas. Apaguei-o no sincero, e sai do carro.

Meus saltos anunciando minha chegada.

Homens trajados de seus ternos finos viravam-se para me olhar. Alguns ate mesmo acompanhados me observavam. E eu sorria sensualmente.

Cheguei ao salão principal, cortinas de cetim branco caiam sobre as enormes janelas de vidro, dando a o ambiente uma luminosidade especial.  Avistei de longe o acompanhante desta noite.

Seus cabelos loiros entravam em contraste ao terno escuro, sorriu assim que me viu, aproximei-me e sentei-me a sua frente.

- Anabella, como é bom finalmente vê-la.  – Pegou minha mão e levou aos lábios.

- É um prazer vê-lo também, meu caro James.  – Sorri.

Brindamos, deliciando-nos com um maravilhoso vinho. James não escondia suas intenções, eu tampouco o decepcionaria. E só fiquei ainda mais satisfeita quando ele presentiou-me com um colar de pérolas, lindas e reluzentes, com certeza valiam uma pequena fortuna. Agradeci maravilhada, mas o que mais me surpreendeu foi a proposta que veio a seguir.

Convidou-me para uma viagem. Uma longa viagem só nós dois, as Ilhas do Caribe. Disse que acabaria com meu tédio em poucos meses, mostraria-me os lugares mais belos e presentearia com as mais belas pedras preciosas.

- Mas eu sou casada, James. Acha que meu marido deixaria-me viajar por tanto tempo?  - Perguntei, meus dedos alisando o colar valioso em meu pescoço.

Eu já havia feito viagens desse tipo antes. Não tão demoradas, entretanto. Edward nunca desconfiou por que eu dizia que os motivos das viagens era para fazer exames nos mais médicos do mundo. Ele nunca me proibiu, pensando que eu tratava de minha saúde.

- Eu sei que você daria um jeito, docinho.  – Segurou meu rosto, pegando-me de surpresa ao me dar um selinho demorado.

Essa era a minha oportunidade. Livrar-me de Edward, das crianças e de toda aquela família. Eu certamente daria um jeito.

Pedi licença. Levantei-me da mesa e fui em direção ao toilette, retocar a maquiagem.

Passei pelas portas e parei em frente ao enorme espelho do luxuoso banheiro. Pense Anabella, pense. Você tem que encontrar uma desculpa plausível para que o idiota do Edward não desconfie de nada.

Não reparei nitidamente a entrada de uma funcionária no banheiro, ainda admirava meu lindo colar, mas foi ao subir o olhar e reparar na moça que minha boca se abriu levemente.

A mesma cor de pele, a mesma estatura, os mesmos cabelos castanhos. Virei-me para ela em um rompante. Ela ainda não havia notado meu interesse, procurava com os olhos algo que deveria ter caído ao chão.
- Garota! – Chamei-a. Seu olhar se encontrou ao meu no mesmo instante.

Os mesmo olhos chocolates... O mesmo rosto.

Ela me encarou, seis olhos se arregalando assim que notou a o que eu havia acabado de notar.

No meio de todo o espanto, senti que em meus lábios se formava um sorriso. Acho que eu havia acabado de encontrar a minha solução...



Continua...

Um comentário:

  1. Uma única palavra:

    AMEI.

    Claro que não curti muito Anabella. Nunca gostei dela. U,U

    Mas amei muito mesmo e estou ansiosa pelo próximo capítulo!

    Continue logo!

    Bye!

    O/

    ResponderExcluir